Passos de Santo António

De Lisboa a Itália

8 Dias


PASSAGEIROS DE LISBOA:
DIA 1—Local de origem / LISBOA / COIMBRA
Em hora e local a combinar, partida em autocarro de turismo até à Baixa de Lisboa, aproveitando para fazer uma breve panorâmica, passando pela Av. da Liberdade, Restauradores e Rossio. Começamos a visita na Igreja de Santo António. Igreja de decoração barroca, construída sobre o local de nascimento de Fernando de Bulhões, nome de batismo de Santo António e onde podemos ainda visitar a cripta que corresponde, segundo a tradição, ao seu quarto. Prosseguimos até à Sé ou Basílica de Santa Maria Maior, imponente edifício românico do séc. XII, com duas torres e uma belíssima rosácea. Aqui merecem especial destaque o presépio de Machado de Castro e a pia batismal, na qual, em 1195, foi Santo António batizado. Saindo da Sé, caminhamos para entrar nas sinuosas ruas de Alfama até alcançarmos a Igreja de São João da Praça, erguida no séc. XVIII, sobre o local de uma anterior capela, mandada construir pelo pai de Santo António, como agradecimento de um milagre de seu filho. No interior da igreja destaca-se a imagem de Nossa Senhora, do séc. XVIII, da autoria de Machado de Castro. Continuamos o nosso percurso até à Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora, onde Santo António ingressou aos 15 anos, iniciando assim a sua formação religiosa, seguindo a regra de Santo Agostinho. O atual edifício, em estilo maneirista, foi mandado edificar no séc. XVI, por D. Filipe I de Portugal. No interior encontramos pormenores memoráveis, destacando-se, entre outros, o órgão do séc. XVIII, os mármores polícromos da sacristia e os azulejos setecentistas dos claustros, representando as fábulas de La Fontaine. É aqui que se erguem o Panteão dos Patriarcas de Lisboa e o Panteão da Dinastia de Bragança. Após as visitas, passamos pela Capela do Vale de Santo António (exterior), um pequeno templo “entalado” entre as casas e que foi construído, de acordo com a tradição, no local onde Santo António descansou quando vindo do Mosteiro, a caminho do Tejo, para embarcar para o Norte de África. Partida para Coimbra. Almoço em restaurante local, no caminho. De tarde, chegada a Coimbra e visita à Igreja e Mosteiro de Santa Cruz. Um dos mais antigos monumentos de Coimbra, fundado no séc. XII, pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no exterior das muralhas da cidade. Aqui ingressou Santo António, aos 15 anos, para estudar teologia e as Sagradas Escrituras. O atual edifício remonta ao séc. XVI, sendo da autoria de Diogo de Boitaca e é uma das mais belas obras do Renascimento artístico português, conservando detalhes maravilhosos, destacando-se a fachada, o púlpito, os túmulos dos reis (D. Afonso Henriques e D. Sancho I), o Claustro do Silêncio e o Cadeiral do Coro Alto. Após a visita, faremos uma panorâmica pela baixa da cidade, passando pela Sé Velha, Sé Nova e Biblioteca Joanina, até às margens do rio Mondego. Jantar e alojamento no hotel.

DIA 2—COIMBRA / PORTO / PALERMO
Pequeno almoço no hotel. Visita à Igreja de Santo António dos Olivais, construída no local onde existia uma capela dedicada a Santo Antão, que recebeu os primeiros franciscanos chegados a Portugal, tendo estes, mais tarde, construído um pequeno eremitério que foi ocupado pelos Santos Mártires de Marrocos. Foi a chegada das relíquias destes Santos ao Mosteiro de Santa Cruz, que levou Santo António a deixar esse mosteiro para se tornar franciscano e seguir os passos dos Santos Mártires, aqui, mudando também o seu nome para António, em homenagem a Santo Antão. Do original complexo conventual, resta apenas a igreja, tendo o restante ardido no séc. XIX. No mesmo século, a norte da igreja, foi construída uma capela no local tradicionalmente atribuído à cela de Santo António. Além dos belíssimos retábulos barrocos no interior da igreja, merecem destaque as seis capelas dedicadas à Paixão e Morte de Cristo, que ladeiam a escadaria de acesso à igreja. Após a visita, partida em direção ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Chegada, formalidades de embarque e partida em voo regular com destino a Palermo. Chegada, instalação, jantar e alojamento no hotel.

PASSAGEIROS DO PORTO:
DIA 1—Local de origem / COIMBRA
Em hora e local a combinar, partida em autocarro de turismo até Coimbra. Visita à Igreja e Mosteiro de Santa Cruz, um dos mais antigos monumentos de Coimbra, fundado no séc. XII, pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no exterior das muralhas da cidade. Aqui ingressou Santo António, aos 15 anos, para estudar teologia e as Sagradas Escrituras. O atual edifício remonta ao séc. XVI, sendo da autoria de Diogo de Boitaca e é uma das mais belas obras do Renascimento artístico português, conservando detalhes maravilhosos, destacando-se a fachada, o púlpito, os túmulos dos reis (D. Afonso Henriques e D. Sancho I), o Claustro do Silêncio e o Cadeiral do Coro Alto. Visita panorâmica pela baixa da cidade, passando pela Sé Velha, Sé Nova e Biblioteca Joanina, até às margens do rio Mondego. Almoço em restaurante local. De tarde, visita à Igreja de Santo António dos Olivais, construída no local onde existia uma capela dedicada a Santo Antão, que recebeu os primeiros franciscanos chegados a Portugal, tendo estes, mais tarde, construído um pequeno eremitério que foi ocupado pelos Santos Mártires de Marrocos. Foi a chegada das relíquias destes Santos ao Mosteiro de Santa Cruz, que levou Santo António a deixar esse mosteiro para se tornar franciscano e seguir os passos dos Santos Mártires, aqui, mudando também o seu nome para António, em homenagem a Santo Antão. Do original complexo conventual, resta apenas a igreja, tendo o restante ardido no séc. XIX. No mesmo século, a norte da igreja, foi construída uma capela no local tradicionalmente atribuído à cela de Santo António. Além dos belíssimos retábulos barrocos no interior da igreja, merecem destaque as seis capelas dedicadas à Paixão e Morte de Cristo, que ladeiam a escadaria de acesso à igreja. No final, continuação da viagem até Lisboa. Instalação no hotel, jantar e alojamento.

Dia 2 – LISBOA / PALERMO
Pequeno-almoço no hotel e saída para visita à Baixa de Lisboa, aproveitando para fazer uma breve panorâmica, passando pela Av. da Liberdade, Restauradores e Rossio. Começamos a visita na Igreja de Santo António. Igreja de decoração barroca, construída sobre o local de nascimento de Fernando de Bulhões, nome de batismo de Santo António e onde podemos ainda visitar a cripta que corresponde, segundo a tradição, ao seu quarto. Prosseguimos até à Sé ou Basílica de Santa Maria Maior, imponente edifício românico do séc. XII, com duas torres e uma belíssima rosácea. Aqui merecem especial destaque o presépio de Machado de Castro e a pia batismal, na qual, em 1195, foi Santo António batizado. Saindo da Sé, caminhamos para entrar nas sinuosas ruas de Alfama até alcançarmos a Igreja de São João da Praça, erguida no séc. XVIII, sobre o local de uma anterior capela, mandada construir pelo pai de Santo António, como agradecimento de um milagre de seu filho. No interior da igreja destaca-se a imagem de Nossa Senhora, do séc. XVIII, da autoria de Machado de Castro. Continuamos o nosso percurso até à Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora, onde Santo António ingressou aos 15 anos, iniciando assim a sua formação religiosa, seguindo a regra de Santo Agostinho. O atual edifício, em estilo maneirista, foi mandado edificar no séc. XVI, por D. Filipe I de Portugal. No interior encontramos pormenores memoráveis, destacando-se, entre outros, o órgão do séc. XVIII, os mármores polícromos da sacristia e os azulejos setecentistas dos claustros, representando as fábulas de La Fontaine. É aqui que se erguem o Panteão dos Patriarcas de Lisboa e o Panteão da Dinastia de Bragança. Após as visitas, passamos pela Capela do Vale de Santo António (exterior), um pequeno templo “entalado” entre as casas e que foi construído, de acordo com a tradição, no local onde Santo António descansou quando vindo do Mosteiro, a caminho do Tejo, para embarcar para o Norte de África. Em hora a indicar, transporte ao Aeroporto de Lisboa para partida em voo regular com destino a Palermo. Chegada, formalidades de desembarque e transporte ao hotel. Jantar e alojamento.

PARA TODOS OS PARTICIPANTES
DIA 3—PALERMO / ROMA
Pequeno almoço no hotel. Quando Santo António fica doente, por volta de 1221, decide regressar a Portugal. Contudo, a embarcação onde seguia, é desviada e ele acaba por desembarcar na Sicília. Começamos por visitar as Catacumbas dos Capuchinhos, que surgiram como lugar de sepultura dos monges do convento. Originalmente, o cemitério dos capuchinhos situava-se debaixo do altar e rapidamente e se tornou insuficiente, Assim, resolveram criar um cemitério maior nestas catacumbas. Chegado o momento de trasladar os corpos, os frades depararam.se com 45 corpos praticamente intactos, mumificados naturalmente! Isto foi interpretado como um sinal de benevolência divina e os monges decidiram não sepultar os corpos, mas sim expô-los, em pé, nos nichos existentes. O cemitério que deveria ser privado, deixou de o ser e acabou por ir crescendo até ser encerrado no séc. XIX, salvo para caso excecionais, como o da “múmia mais bonita do mundo”, uma criança de dois anos. Prosseguimos as visitas para o Palácio dos Normandos e Capela Palatina. O Palácio Real ou dos Normandos, como é comummente conhecido, situa-se na zona mais antiga da cidade, numa parte elevada. A parte mais antiga deste palácio—o Qsar - foi construída ainda no séc. IX, durante o domínio árabe. Só mais tarde, no séc. XII, com o domínio normando, o Palácio foi ampliado e modificado, sendo o atual edifício resultado de várias intervenções ao longo dos séculos. Também deste período (1132) é a magnífica e ímpar Capela Palatina. Trata-se de uma basílica de três naves, consagrada a São Pedro e São Paulo e quase integralmente decorada com mosaicos bizantinos representando cenas do Antigo e do Novo Testamentos, numa incrível maestria de pormenor e que fazem dela uma gruta de ouro e uma das mais belas igrejas do mundo. Continuamos a visita na Igreja de São João dos Eremitas, também do séc. XII, muito simples, sendo um dos monumentos medievais mais importantes de Palermo. No interior, destaque para a Sala Árabe, que alguns historiadores atribuem a uma mesquita islâmica pré-existente, e na qual podemos admirar um fresco bizantino, num nicho, onde está uma delicada Madona com o menino, ladeada por dois santos, possivelmente São João e São Hermes. Destaque também para o maravilhoso claustro, de planta quadrada, com vários arcos ogivais que criam um ambiente único. Terminamos a visita na Catedral de Monreale, um dos templos mais belos do mundo e depois de Santa Sofia, em Istambul, é o trabalho de mosaico bizantino mais extenso que existe no mundo. Destaques para o Cristo Pantocrator, em mosaico, no qual a mão direita benze o Homem e a mão esquerda segura um livro que finalmente revela o Mistério: “Eu sou a Luz do mundo. Quem me seguir não caminha nas Trevas.”. Almoço em restaurante local. De tarde, partida para o aeroporto e embarque em voo regular com destino a Roma. Chegada, formalidades de desembarque e transporte para o hotel. Jantar e alojamento no hotel.

DIA 4—ROMA
Pequeno almoço no hotel e saída para a Praça de S. Pedro. Visita dos extraordinários Museus do Vaticano e a bela Capela Sistina, obra prima de Miguel Ângelo onde pintou a sua genial visão da Criação, que é uma das mais notáveis obras de arte de sempre. No fim da visita, continuação para a Basílica de S. Pedro, o maior templo cristão do mundo. No seu interior, poderemos contemplar centenas de obras de arte, com destaque para o Baldaquino, de Bernini, sob a gigantesca cúpula de Miguel Ângelo, e para a encantadora Pietà, de Miguel Ângelo. Teremos oportunidade de visitar o Túmulo dos Papas. Almoço em restaurante local. De tarde, continuação da visita com destaque para a Basílica Papal de Santa Maria Maior, também conhecida por Basílica de Nossa Senhora das Neves ou Basílica Liberiana. Segue-se a Basílica de S. João de Latrão, a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. O seu nome oficial é Arquibasílica do Santíssimo Salvador e de S. João Baptista e Evangelista e é considerada a "mãe" de todas as igrejas do mundo. Como Catedral da Diocese de Roma, contém o trono papal (Cátedra Romana), o que a coloca acima de todas as igrejas do mundo, inclusive da Basílica de São Pedro. Visitaremos também a Escada Santa, que se encontra ao lado da Basílica de São João de Latrão, uma escada de 28 degraus de mármore cobertos com madeira que, segundo a lenda, pertenceu à casa de Pôncio Pilatos e terá sido percorrida por Jesus Cristo no dia em que foi condenado à morte. No final, regresso ao hotel. Jantar e alojamento.

DIA 5—ROMA / ESPOLETO / ASSIS
Pequeno almoço no hotel. Faremos uma breve visita panorâmica da “Cidade Eterna”, percorrendo a Roma Imperial - passando pelo Coliseu , palco de importantes celebrações e de muitos massacres (parte externa), o majestoso Arco Constantino, de 315 d.C., porta de entrada para o Fórum Romano, centro da vida política, cultural, religiosa, jurídica e económica da Antiga Roma. Continuação da visita de Roma Barroca, percorrendo as Praças e Fontes mais emblemáticas. Destacamos a Piazza di Spagna (Praça de Espanha), a “Fontana di Trevi”, o Panteão, o mais bem conservado monumento de Roma Antiga, com a sua belíssima cúpula e a Piazza Navona. Partida para Espoleto. Chegada e breve visita da cidade. Começamos pela catedral, construída no séc. XII, sobre as ruínas de outro edifício religioso, cuja cripta original (séc. IX) está integrada e acessível. Destaque para uma das capelas da catedral - a Capela das Relíquias—onde está guardada uma das duas únicas cartas com a assinatura de São Francisco ( a outra está na Basílica de São Francisco, Assis). Passaremos pelo antigo teatro romano, do séc. I, com capacidade para 2000 espectadores e pela Ponte delle Torri, antigo aqueduto, com 80 m de altura, que une Espoleto à Floresta Sagrada de Monteluco e cuja importância milenar é testemunhada pelo próprio nome (lucus = floresta sagrada). Visitaremos o Santuário Franciscano que se ergue aqui, a 800 metros acima do nível do mar, sendo um dos locais mais evocativos da Ordem Franciscana. A tradição é ainda constante a indicar o poço de São Francisco, uma pequena nascente que o Santo fez brotar miraculosamente, perto da gruta que habitava. Após a visita, continuação da viagem para Assis. Chegada e almoço em restaurante local. De tarde, início da visita desta magnífica cidade de pedra cor de rosa, berço do “franciscanismo”, com as suas ruelas medievais num extraordinário estado de conservação, mostrando-nos as varandas decoradas de flores. Visita à Basílica de S. Francisco, onde para além das relíquias do “Santo”, poderemos admirar um dos mais belos conjuntos de frescos de todo o mundo. Visitaremos também a Igreja de Santa Clara, gótica, em pedra branca e rosa, que guarda no seu interior frescos góticos com pinturas primitivas. Continuação das visitas, com a Basílica de Santa Maria dos Anjos, que contém no seu interior uma pequenina capela, a Porciúncula, que é o local mais sagrada para a Ordem Franciscano, um dos locais preferidos do Santo e o local onde S. Francisco recebeu muitas das revelações de Cristo e onde morreu. No fim das visitas, instalação, jantar e alojamento no hotel.

DIA 6—ASSIS / LA VERNA / RIMINI
Pequeno almoço no hotel. Partida para o Monte Alverne (ou Monte della Verna), para visitar o Santuário della Verna. Sobre a rocha e envolto na floresta, foi construído o eremitério que rapidamente se tornou no local de meditação e oração preferido de São Francisco. Segundo a tradição, terá sido aqui, que São Francisco recebeu as chagas de Cristo. No atual complexo franciscano estão compreendidas capelas, ermidas, uma hospedaria, um convento e uma basílica, sendo um dos mais importantes centros franciscanos. Destaque para a Capela dos Estigmas e para a Capela das Relíquias, que alberga objetos pessoais de São Francisco, nomeadamente o seu cajado, o seu flagelo, a sua taça e um pedaço de tecido impregnado com sangue de uma das suas chagas. Após a visita, partida para Rimini. Chegada e almoço em restaurante local. De tarde, visita da cidade. Em Rimini, teve lugar o sermão de Santo António aos Peixes, como relata o Padre António Vieira. Naquela época, a cidade estava cheia dos chamados hereges e, certo domingo, quando Santo António iniciou o sermão na igreja, a maioria deles abandonou o recinto. De acordo com a tradição, o sermão foi tão inspirador que os que o ouviram, se converteram e reconheceram o pecado. Ainda assim desconsolado, Santo António dirigiu-se até à praia e começou a pregar aos peixes, que perante as suas palavras, colocaram ordenadamente as cabeças de fora da água e ouviram. Iniciamos as visitas passando pelo Arco de Augusto, um dos mais antigos e melhor conservados. Foi construído como arco monumental, em 27 a. C., devendo ser colocada uma estátua do imperador sobre o arco, neste caso, de Augusto. Prosseguimos até à Praça Tre Martiri, antigo foro romano da cidade e, desde a fundação da cidade, em 268 a. C., sempre o seu centro político e comercial. A praça é dedicada aos três jovens mártires - Mario Capelli, Luigi Nicolò e Adelio Pagliarani—“i partigiani”, militantes da oposição durante a ocupação nazi na II Guerra Mundial e que foram capturados, torturados e fuzilados nesta praça em 1944. O local é marcado na praça por um oblíquo em mármore e homenageia os mártires como símbolo da resistência de Rimini. Ainda nesta praça, prosseguimos para visitar a Igreja de São Francisco de Paula e pequeno templo (marca o exato local do milagre) onde teve lugar o Milagre Eucarístico realizado por Santo António. Durante a eucaristia, Santo António foi desafiado por um herege: “Se tu, António, conseguires com um prodígio demonstrar que na Comunhão está realmente o Corpo de Cristo, então eu, depois de ter renegado totalmente a heresia, converter-me-ei imediatamente á fé Católica”. Disse-lhe que manteria a sua mula sem comer durante 3 dias e que se a mula preferisse a Hóstia à cevada, ele se converteria à fé católica. Santo António, aceitou, inspirado por Deus. No dia combinado, apresentaram-se na praça, atraindo multidões. Santo António dirigiu-se à mula: «Em virtude e em nome do Criador, que, embora me seja indigno tê-lo nas minhas mãos, te digo e ordeno: avança prontamente e rende homenagem ao Senhor com o respeito devido, afim de que os malvados e os heréticos compreendam que todas as criaturas se devem humilhar defronte ao Criador que os sacerdotes têm na mão sobre o altar ». E logo o animal, recusou a cevada, aproximou-se, dobrou as patas anteriores, ajoelhando-se diante da Hóstia. Continuamos as visitas em direção ao Templo Malestiano, catedral de Rimini. Mandado construir por Sigismondo Malatesta (daí o nome do templo), sobre a antiga igreja de São Francisco, no séc. XV, é um templo majestoso que alberga várias obras artísticas de relevo, nomeadamente, o Crucifixo de Giotto (1312) e frescos de Piero della Francesca. De seguida, visitamos o Domus del Chirurgo, a casa do cirurgião. Trata-se, de facto, de um complexo romano que já teve várias utilizações, desde igreja a cemitério., sendo a estrutura mais bonita, a casa do cirurgião, cuja coleção de 150 instrumentos cirúrgicos (expostos no Museu da cidade) revelam uma forte adaptação a ferimentos de guerra . Aqui encontramos também uma vasta variedade de mosaicos. No fim da visita, atravessamos a Praça Cavour, a mais importante de Rimini, centro da vida citadina e turística e onde se destaca o Palácio de Arengo, máxima expressão da arquitetura civil medieval da cidade e onde se reunia o Conselho e o belo Teatro Comunal, neoclássico, inaugurado por Giuseppe Verdi (séc. XIX). Chegamos à Ponte de Tibério, mandada construir pelo Imperador Augusto em 14 a. C. e só terminada em 21 a. C., pelo Imperador Tibério, de quem recebe o nome. Uma ponte extremamente resistente que assinala o início de duas estradas históricas para o Império Romano: desde Emília até Piacenza e desde Popilia até Aquileia. No fim do dia, instalação no hotel. Alojamento e jantar no hotel.

DIA 7—RIMINI / MONTE PAOLO (Dovadola) / BOLONHA / PÁDUA
Pequeno almoço no hotel. Partida para Dovadola (Emilia-Romagna). Chegada e visita do Santuário. Próximo de Dovadola, ergue-se, envolta na Natureza, a Ermida de Monte Paolo, a primeira residência italiana de Santo António, após o encontro com São Francisco de Assis e é atualmente o mais importante santuário antoniano na região. Desde a Igreja do Santuário, em estilo neogótico e com um grande valor artístico, percorrendo o “Caminho da Esperança”, com mosaicos representando a vida de Santo António, chegamos à Gruta do Santo, o local onde Santo António se recolhia para estudar e orar, uma pequena gruta natural, atualmente com uma pequena capela, que evoca a memória do Santo. No fim da visita, partida para Bolonha. Chegada e visita desta acolhedora cidade, conhecida como “a vermelha”, pela cor dos telhados do seu centro histórico; “a douta” porque é sede da mais antiga universidade do mundo; e “a gorda” pela riqueza da sua gastronomia. Iniciaremos o percurso na Piazza Maggiore, centro da vida civil e religiosa da cidade e a partir da qual se erguem os mais importantes edifícios, desde palácios a igrejas. Aqui vistamos a Basílica de São Petrónio, uma das maiores igrejas católicas do mundo e a mais importante em Bolonha. Foi erguida no séc. XIV, em estilo gótico, em homenagem ao bispo Petronius (séc. V). Continuamos as visitas no Archiginnasio. É um dos edifícios mais importantes da cidade, tendo sido construído no séc. XVI para albergar as escolas da Universidade, concentrando nele todas atividades. Destaque para o Teatro Anatómico e para a decoração dos tetos e paredes, com brasões de armas, constituindo a maior coleção de brasões do mundo (6000). Atualmente, e desde o séc. XIX, alberga a biblioteca municipal. Prosseguimos para a Basília de Santo Stefano. Também conhecida por Sette Chiese (Sete Igrejas), a basílica de Santo Stefano trata-se um complexo com vários edifícios de culto, construídos em diferentes épocas e que fazem dele um conjunto único. Passaremos pela famosa Fonte de Neptuno, exemplo do estilo maneirista italiano e pelas Torres de Asinelli, construídas no séc. XII, pela família que lhes dá nome, numa época que serviam não só um propósito militar mas também social, conferindo prestígio a quem ordenava a sua construção. No fim da visita, partida para Pádua. Chegada e instalação. Alojamento e jantar no hotel.

DIA 8—PÁDUA / VENEZA / LISBOA ou PORTO / Local de origem
Pequeno almoço no hotel. Visita panorâmica da cidade. Já doente, Santo António pede para ser transportado para Pádua. Contudo, devido à sua condição debilitada, não conseguiu lá chegar, tendo vindo a falecer no Convento de Arcella, perto de Pádua, sendo o seu corpo posteriormente transportado para Pádua. Santo António foi sepultado na Igreja de Santa Maria Mater Domini, próxima a um convento fundado por si. Esta pequena igreja acabou por ser integrada como capela na Basílica de Santo António (séc. XIII) - também conhecida como Il Santo—, que visitaremos, e alberga as relíquias de Santo António, nomeadamente a sua língua (incorruptível), intacta 32 anos após a sua morte, validando assim o seu valor para Deus. Entre outros, destacamos a Basílica de Santa Giustina, do séc. XVII, que além da riqueza artística do seu anterior, alberga o relicário de São Lucas Evangelista, o túmulo de São Matias (Apóstolo) e, na Capela dos Santos Inocentes, um relicário com os restos mortais de três das crianças mártires, vítimas de Herodes no Massacre dos Inocentes; e o Palácio de Bo, sede da Universidade de Pádua no séc. XV e pela qual passaram grandes personalidades da História, como Galileo Galilei e Nicolau Copérnico e onde está instalado o teatro anatómico mais antigo do mundo ainda preservado. Após as visitas, almoço em restaurante local. De tarde, partida para o aeroporto de Veneza e partida em voo regular com destino a Lisboa ou Porto. Chegada, formalidades de desembarque e transporte privativo para o local de origem.

FIM DA VIAGEM

 

Para mais informações, reservas ou programas à medida, consulte-nos em:

Tel.: 351 220 129 360

 t.cultural@geostar.pt